Um ano após a Paralimpíada, Clodoaldo Silva se dedica a ser palestrante motivacional

A próxima quinta-feira (07) vai marcar um ano da cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Naquele dia, o responsável por acender a pira foi o nadador Clodoaldo Silva, expoente do esporte adaptado brasileiro, e que concluiu a carreira de atleta logo após o encerramento da edição.

Foram 14 medalhas em cinco Paralimpíadas, seis de ouro, seis de prata e duas de bronze. Além de 19 em Jogos Parapan-Americanos e nove em Campeonatos Mundiais. Até hoje, ele é o maior medalhista em uma única Paralimpíada, com sete pódios em Atenas 2004.

Nestes doze meses, o “Tubarão das Piscinas”, como ficou conhecido, deu palestras e clínicas em diversas cidades do Brasil, para diferentes públicos, sempre buscando motivar, inspirar e unir as pessoas, através do seu exemplo de superação.

Clodoaldo relembra o momento da pira paralímpica

Mesmo passados todos esses meses da abertura da Rio 2016, descrever o momento em que acendeu a pira paralímpica diante de milhares de pessoas no Maracanã ainda é muito complexo para Clodoaldo, e ele também revela qual a medalha mais especial da carreira.

“Foram vários sentimentos na hora. Ansiedade, gratidão, felicidade… Tudo bateu naquele momento. Cheguei a ter receio de não conseguir acender a pira. Foi uma mistura total!”, conta. “Foi no último dia dos Jogos de Atenas, quando eu disputei o revezamento. Já tinha conquistado medalhas, mas meus companheiros ainda não. Senti que deveria ajudar a equipe o máximo possível. Vi a felicidade nos olhos de cada um, foi muito marcante para mim! Choramos bastante depois”, completa.

[Foto: Divulgação/Nissan]